# Apresentação



Bem-vindo ao blog Gaveta Diária, recanto perdido dos textos digitais dela, ser humano jogado no planeta há alguns dezessete anos. Aqui você encontrará contos, novelas, crônicas, poemas, tramas, e quase tudo que há para ser lido e que vem das mãos dessa que vos fala. Template atual feito com uma bela imagem do belo Em Busca da Terra do Nunca (2004) com o ainda mais belo e maravilhoso ator Johnny Depp encabeçando a trama como o belo autor J.M.Barrie, criador de sonhos e Sininhos. E sim, ela é fanática por Johnny Depp, tiete mesmo.

E se julga feliz. E é isso que você precisa saber sobre ela para ser também ô_ô

# Referências



+ Inspirações:



MUITO mais em breve...

+ Peters (;D):



Mais em breve...

# Sobre os textos \o/



É claro que cada texto aqui tem algum significado, mas alguns têm mais do que outros ;D Com relação a esses, vão surgir aí embaixo listinhas mágicas sobre eles, ou melhor, basta clicar no nome do respectivo texto para ler mais sobre ele =D Tente você mesmo! =)

+ Conto de Fadas (sem título específico, ainda)

# No começo, era as trevas xD A única coisa que eu sabia era que queria escrever um conto de fadas completamente diferenciado, e já tinha boas idéias sobre personagens e tal. Mas faltava uma base. Algo em que eu pudesse me firmar para começar a escrever. Só tinha comigo a idéia central do texto - uma princesa revoltada e um príncipe arrogante, ambos rodeados por familiares e amigos por vezes mais interessantes do que eles xD. Era só isso ._., até que (eu vou ter que admitir isso algum dia #_#) Shrek II me deu uma idéia muito boa \o/ Que eu não posso contar ainda, mas que me motivou inteiramente a escrever =D
# A primeira personagem que eu criei, por incrível que pareça, foi o William ;D Eu realmente gostei dele, e sabia que ele seria um bom personagem, mas não como principal. Talvez em outro conto o_o
# Depois, claro, eu criei a Pri \o/ Ela me veio à cabeça justamente enquanto eu ouvia a musiquinha dela, no primeiro capítulo ;D, e tinha que fazer a referência. De fato, "Smells like teen spirit" explica bastante sobre as preferências da garota. É só saber o que Nirvana representou no passado o_o
# Sim, o Encantado definitivamente foi baseado no filho da fada-madrinha do Shrek. Mas uma boa parte não tem nada a ver com ele ;D É cedo para dizer isso, mas ele é um pouco mais interessante que o loirão =P
# Bela - baseada em fatos reais, somente. Qualquer semelhança é mera coincidência - e infelicidade, claro.



#Terça-feira, Junho 10, 2008#


Buscando a razão para ser linkada numa Plasfera.

Em breve, notícias. :)

Manuscrito por Cláudia às 8:57 PM + |

#Segunda-feira, Março 27, 2006#


Ao João, to make it better

O mundo passou pelos meus olhos através da suas palavras.
Embarquei no mais incrível submarino, amarelo como só.
Sobrevoei campos de flores e morangos, e me lembrei de você.

Ontem, ontem.
Lembro-me de ontem como se fosse hoje.
Ontem é hoje.
Ontem é sempre.
Ontem eterno.
Ontem na minha vida para sempre.

Eu te chamei pra dançar.
Você disse que não.
Se fosse pra dançar, que gritássemos também.
E eu gritei, o twist, eu gritei.
E todo o mundo gritou com você.

Lutei contra os monstros mais azuis
Dos meus pesadelos.
Venci todos eles.
Azuis, amarelos, pretos, listrados.
Agora sou feliz e posso comemorar com você.

Hey, John.
Você deixou saudades.
Yesterday and forever more.

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Antigo, esse aí. Em uma época que Hey Jude era simplesmente tudo na minha vida. Bom, ainda é muita coisa =).
O próximo vai pro Freddie =X.

Manuscrito por Cláudia às 4:48 PM + |

#Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006#


HAHAHAHA O_O
O conto de fadas voltou =oP.
Não lembram? Fim da página. Grata =)

*****


# Capítulo 3 - Cada um ao seu modo

-- Alô? Disque-carruagem? Bem, aqui é a Rainha do Reino ao Lado, eu queria um carro... isso, vocês têm alguém que não dirija muito rápido, por favor? E os cavalos, em que estado estão? Ahm, sim... puro-sangue, né? Ótimo, ótimo... o quê? Ah, bondade sua, meu querido... obrigada... sim, eu sei que reis merecem o melhor, obrigada... certo... certo!.. bem, tchau.

-- Mãe, eu ainda não sei porque você pediu um táxi. Essas coisas são horríveis, todo mundo fica espremido... -- Queixou-se Encantado, passando a mão nervosamente pelos cabelos.

-- Acontece que seu pai conseguiu perder metade da escolta disponível em uma droga de caçada, então, vamos de táxi! Eu que não confio nesses cavaleiros que sobraram, uns abusados... só correm... e a Rosita está no veterinário, trocando as ferraduras, então não posso usá-la para levar vocês. Além disso, táxis são chiques, amor! E é só ir no banco da frente, que a roupa não amassa... mas não adianta insistir, que o banco da frente é meu, preciso comandar o caminho. Oh, já chegou, que eficiente! Vamos, vamos! -- Ordenou a Rainha, adulando Encantado e William para irem na frente, enquanto se despedia do Rei, que odiava festividades e ainda tinha seqüelas da tal caçada. Os dois garotos marcharam lentamente pelo gramado que cobria o grande jardim frontal do castelo do Reino do Lado, e entraram, sem pressa, na carruagem, que tinha um cheiro nauseante de cigarro impregnado em suas paredes internas. A Rainha caminhou pomposamente até o meio de transporte e cumprimentou, com um gesto largo, o motorista, que sorriu vagamente e sentou-se no banco da frente. A Rainha seguiu-o, sentando-se ao lado do homem, que encarou-a com ar estranho.

-- E aí, dona, vai pra onde? -- Perguntou o homem da carruagem. Era barrigudo, de nariz batatudo e cheio de verrugas, bem como o resto da pele um tanto avermelhada; tinha olhos pequenos e claros e cabelos vivamente ruivos, cobertos quase totalmente por um chapéu de pescador, e usava um macacão que ou era muito escuro, ou há muito tempo não sentia a agradável sensação de ser lavado.

-- Ehr... Castelo do Reino Ali na Frente, por favor. -- Respondeu secamente a Rainha, sem esconder seu desagrado por ter sido chamada de "dona".

-- Faz tempo que eu não vou praquelas bandas... -- O homem coçou a cabeça nervosamente, e um tanto de caspa caiu na finíssima capa da Rainha --... acho que tem um caminho pela Floresta da Tortura, tem não?

-- Faça o caminho que o senhor bem entender e souber fazer, sim? -- Resmungou a Rainha, ainda mantendo um quê de fineza no tom irritado de voz, falando enquanto limpava a capa cheia de raiva. Encantado e William se entreolharam, começando a rir.

-- Tá certo então. Bonita casa, hein, dona! -- Exclamou o homem, arregalando seus pequenos olhos azuis, enquanto adulava o magríssimo cavalo que conduzia a carruagem. A Rainha desviou o olhar, cheia de desprezo.

-- É o que se espera de um castelo real -- Comentou friamente, enfatizando as duas últimas palavras, e encarou o homem, mas ele não pareceu entender a indireta.

-- Eh, não acho não... castelo que é castelo tem que ter torres, uns archote aí do lado, ó -- E apontou para a parede do castelo, esticando o braço bem na frente da cara da Rainha --, sei lá, mais coisa. E mais pedra.

A Rainha pensou seriamente, naquele momento, em abandonar a carruagem.

-- Com licença, senhor. -- Ela virou-se perigosamente para o homem e seus olhos faíscaram. Encantado comemorou no fundo do carro - era o sinal de briga da mãe, e o melhor de tudo, não tinha nada a ver com ele!

-- Diga, dona. -- O taxista sorriu, exibindo os dentes amarelados, o que só irritou a Rainha ainda mais.

-- Bem, antes de tudo, não é dona, é Majestade, sim? Por acaso você não recebeu qualquer notificação de que sua carruagenzinha merreca iria buscar simplesmente a Rainha desse reino, juntamente com o Príncipe e um amigo do garoto?

A boca do homem abriu-se, mostrando assombro e dentes do fundo muito nojentos.

-- N-não diga que...

-- Exato -- A Rainha sorriu com suavidade. Imediatamente, o homem parou a carruagem, abruptamente, fazendo a Rainha levantar uns bons cinco centímetros de seu assento.

-- Uau. Uau, eu... jamais esperei tal honraria... senhora... madame... queira desculpar seu humilde servo -- E o homem desceu do banco da frente para fazer uma grande reverência, que a Rainha pareceu adorar.

-- Ora, ora, não precisa tanto, pode se levantar. Pensando bem, pode demorar mais um pouquinho, sim. Pronto, pode voltar ao normal -- Disse a Rainha, o sorriso reluzente dizendo justamente o contrário. O homem se demorou mais alguns segundos na reverência, e então voltou ao seu posto, agarrando as rédeas do pangaré.

-- A Rainha vai ter um tratamento de primeira, ô se vai! Castelo de Ali na Frente, né? Vamos! Eia! -- E puxou com força as rédeas do pobre cavalo, que sofregamente ganhava velocidade a cada passo. A Rainha virou-se satisfeita para olhar para o filho, com um sorriso de superioridade, mas não falou palavra. Sabia que Encantado não gostava de exibir sua condição real, achava que não servia para nada, afinal, nem descontos na lan house ele ganhava, pô!, mas a mãe adorava contar para todo o reino quem ela, de fato, era. E adorava mostrar para o filho como tinha utilidade exibir sua realeza. E agora ela mostrara, mais uma vez. Rá.

-- Cuidado com a árvore, madaaaameee...! -- Gritou o... taxista, ao passar por baixo de um grande salgueiro cheio de galhos. A Rainha desviou-se a tempo, mas passou três minutos arfando de medo.

-- Temos mesmo que passar pela Floresta da Tortura, senhor? -- Perguntou a Rainha, gritando sem saber porquê. Quanta descompustura de sua parte.

-- Infelizmente -- O homem respondeu aos berros. Encantado mostrou-se interessado.

-- É a floresta que os caras morreram? -- Os olhos do menino brilharam, e a mãe concordou, com um arrepio. William ajeitou os óculos no rosto e arrumou os cabelos um tanto compridos e escuros; era uma maneira de mostrar que não sabia muito sobre aquele assunto.

-- Que caras, Tato? -- Perguntou, cheio de dignidade, o amigo do Príncipe, chamando-o por seu apelido mais aceitável.

-- Ah, uns carinhas estranhos pra ca... -- Ele olhou de relance para a mãe, que o encarava, já pronta pra brigar se ele falasse um palavrão -- ramba, que queriam encontrar uma tal de Terra da Janta, eu sei lá...

-- Terra Santa, você quis dizer? As Cruzadas Populares? -- Perguntou Will, abismado. -- Uau, essa floresta é um...! -- E botou a cabeça para fora da carruagem, tentando absorver o mistério do lugar, respirar aquele ar de passado histórico... e sangrento.

De fato, era um lugar muito misterioso. As árvores mantinham o lugar escuro em qualquer momento do dia, pois suas copas eram tão densas que não permitiam a entrada de luz solar. Os ruídos que vinham de dentro da floresta também não eram exatamente animadores, nem eram convidativos os galhos retorcidos com ar lúgubre. Mas William de fato não parecia se importar com tais "detalhes" - grande parte da parte superior do seu corpo estava do lado de fora do meio de transporte, enquanto ele tentava desesperadamente levar um souvenir que fosse daquele... encantador... lugar.

-- Cê vai cair, ô burrão -- E gargalhando, Encantado puxou Will de volta ao assento. O garoto teria relutado mais se não tivesse conseguido uma folhinha de árvore da Floresta - guardou-a no bolso frontal da roupa como se fosse um grande tesouro. A viagem prosseguiu sem mais delongas, uma vez que ninguém naquela carruagem, à exceção de Will, pretendia ficar muito tempo na região.

O Castelo do Reino Ali na Frente era tão pomposo quanto deveria ser um castelo, ao menos externamente. Eram tão fascinantes suas paredes de pedras enegrecidas e rústicas, sua ponte levadiça, seus archotes externos, suas torres, sua menina pendurada em uma das torres...

-- Aquilo é uma pessoa? -- Apontou Encantado, prestes a rir, apontando para a parte superior do castelo. Sim, de longe, uma pessoa trabalhava visivelmente na parte superior do castelo. A pessoa lá em cima era quase tão visível quanto a pessoa que estava embaixo - esta, porém, se lançou para a frente da carruagem, desesperada, fazendo os cavalos sentirem o mesmo.

Era uma garota. Uma garota bonita, até - morena, de olhos claros e cabelos longos. Ela usava um grande vestido, rodado, cheio de saias. Encantado se entusiasmou.

- Olá, prazer... - Apresentou-se, enquanto a menina encarava abismada a carruagem. Ele esticou a mão para cumprimentá-la e a menina, talvez num gesto curioso de saudação, agarrou o braço dele e puxou-o para fora da carruagem sem cerimônia.

- Ei, isso é meu filho! Quero dizer, ele.. - Bradou a rainha, aturdida, enquanto a garota agarrava Tato e os dois caíam embolados no chão. Will achou a história toda muito engraçada - mas suspeita. A carruagem parou a poucos metros dos dois jovens, e a Rainha desceu, descomposta, para encarar a estranha.

- Seu filho corre perigo! - Gritou a menina, em legítima defesa, para o vento da noite, enquanto os dois se levantavam. - Ele é ameaçado pela princesa desse castelo!!

- Aah, então foi você - constatou Encantado. Will só ouvia -... a garota que deixou um comentário no meu fotolog. Pô, valeu por avisar, mas você quase quebrou meu pulso agora. - A menina ajeitou os cabelos atrás da orelha, desconcertada.

- Desculpe... bem, eu vou encontrar uma entrada alternativa para ele, mas espero que vocês entrem no castelo... vocês não correm perigo - Avisou a garota, e saiu em disparada, ainda segurando firmemente o pulso de Encantado, mesmo depois da indireta do moço. A Rainha se dirigiu sem dúvidas para o castelo, mas Will estacou.

- William, você não vai entrar...?

- Só um instante - Pediu o garoto, fazendo uma mesura para a rainha se sentir à vontade. Ela era elegante, mas muito pomposa de vez enquando. A rainha aceitou a mesura e afastou-se, mesmo desconfiada. Seria feio entrar atrasada demais na festa - e se chegasse tarde demais, perderia os melhores vasos.

*


Will caminhou desconfiado até a torre ocupada pelo vulto, que parecia agitado, movia-se de um lado para o outro e voltava para o lado e saía e voltava para o outro, num gesto, como evitar?, nauseante, até. Andou a passos cautelosos até a longa escada que dava para a torre - e conseguiu identificar o vulto - uma garota.

- Ô! - Chamou Will, observando a menina. Ela usava um enorme e dramático vestido negro, cheio de rendas apavorantes. A receptora encarou-o, provando que ouvira o chamado, e gritou, agora confirmando certamente que o ouvira.

- Quem é? Vá embora, não estou interessada em catálogos! - E voltou a seus afazeres em cima da torre, mesmo que Will não soubesse definí-los.

- Eu.. eu não sou um vendedor! - Resmungou Will indignado, aproximando-se da escada. A garota voltou a olhá-lo.

- Verdade, você é muito baixinho para ser um. O que quer? Ah, talvez seja um almofadinha filho de alguma amiga da minha mãe...

- Não, isso não é verd... baixinho? - Will olhou para si mesmo, medindo-se, e ouviu risadas vindas do alto, mesmo que ligeiramente apagadas pelo vento. - Olha - ele ajeitou os óculos, tenso -, eu acho que eu sei quem você é, e se você for quem eu estou pensando, vai querer saber o que eu vim dizer.

A garota parou de se mexer. Uma nuvem particularmente gigantesca cobriu a Lua, a ponto de escurecer totalmente a região onde a menina parecia estar, ocultando assim qualquer expressão do seu rosto. Então, em um gesto muito rápido, ela agarrou-se a uma das laterais da escada - que dava sustentação para cada estaca de madeira que funcionava como degrau - e desceu, como se fosse uma bombeira. Will ficou bastante impressionante.

- Então, quem eu sou? - Questionou a garota. Ela tinhas feições bravas, o cabelo loiro caía-lhe sobre o rosto com desleixo, mas Will pareceu hipnotizado por alguns segundos. - Vamos lá, eu não tenho o dia todo.

- Vo... você é a princesa que mora nesse castelo, não é? A tal... bem, eu não sei o seu nome. Mas o que você tem contra o Encantado? - Will não parecia simpático como sempre; mesmo que momentaneamente atordoado, ele agora falava com convicção e raiva aparente.

- O que você está querendo dizer? - Perguntou a loira, com igual raiva. - Por que... eu teria qualquer coisa contra ele? - E, instintivamente, limpou suas mãos no vestido, que adquiriu uma leve tonalidade vermelha. Will encarou-a.

- Sei lá! Parece que você estava tramando algo realmente sério contra ele...

- Eram só latas de tinta! - Exclamou Pri, olhando para o nada - Latas de tinta inofensivas! - Ela emburrou. - Imagino que tenha sido a Bela quem contou, não?... deveria ter imaginado. Pensando bem, não deveria não! Ela é... era... minha melhor amiga, eu imagino.

- Melhor amiga? - Murmurou Will, observando a Princesa surpreso.

- É. Mas não tenho tempo pra isso - meu plano, obviamente, foi por água abaixo. Se você já sabe, imagino que o tal do Rei do Playstation já saiba também. Oh, genial. Só falta oficializarem os votos, agora.

- Votos?

- Votos de casamento - Informou a princesa, amargurada, sentando-se na grama para pensar. Teria que fugir. - Tenho que fugir. - Ela suspeitou que aquele engomadinho de óculos fosse ralhar com ela. Quem era aquele garoto, afinal? De onde ele tinha saído? E por que ele tinha ido atrás dela?

- Sim, você tem. Peraí. - Princesa quase morreu ao ouvir aquelas palavras, e não conseguiu fazer nada além de observar o garoto andar decidido rumo aos portões do grande castelo. Até que ele era bonitinho. E... bem estranho.

- Eu só estou fazendo isso por achar que ninguém merece casar nessa idade. Não pense que você vai se livrar de mim ou que simpatizei minimamente com você. O Encantado ainda é meu amigo... - Anunciou Will, enquanto voltava, extremamente rápido, até o lugar perto da torre. Simplesmente agarrou a mão da Princesa Doce e a arrastou até o portão, onde uma providencial carruagem com um emblema ("TÁXI") a aguardava.

- Vamos - Will ainda estava impressionado com sua loucura momentânea - o que ele estava fazendo? Acenou para o barrigudo taxista, que esperava o pagamento da outra viagem e não o receberia, e contrariado, ajustou as rédeas dos cavalos e perguntou, com voz entediada:

- Onde vamos?

Will enviou à princesa um olhar de relance.

- Toca para a Floresta.

*


- Qual é o seu nome, afinal? - Perguntou Encantado, olhando para o pulso que latejava mas se dirigindo à estranha, que entrara em um pedaço estreito da floresta do Castelo.

- Bela. - Contou a garota. - Sou amiga da Pri, que está armando uma emboscada pra você.

- Hm. - Disse o garoto. - Mas... se você é amiga dela, por que tá me ajudando?

- Ela é muito infantil de vez em quando - Constatou Bela, olhando com ar sofredor para Encantado -, não sabe como deve ser legal se casar, morar num castelo próprio... sabe... - a menina ajeitou os cabelos de novo. Encantado estava começando a não gostar do rumo daquela conversa.

- Bem, ao menos temos uma coisa em comum - Disse Encantado, tentando se desvencilhar da mão da garota. Os dedos dela começavam a influenciar no bom funcionamento de sua corrente sangüínea.

- Aah, não têm não - Riu a moça, pela primeira vez. Não foi um bom sinal, no entanto. - Eu não consegui convencê-la de que o casamento pode ser uma coisa muito boa.

- E você... tá esperando me convencer? - Riu Encantado.

- Não. - Ela riu, má - Mas o seu caso é diferente. Você vai querer por vontade própria. - Dito isto, afastou-se do Príncipe, e parecia estar bebendo alguma coisa que ele não conseguira identificar. - Agora, vamos ver se funciona... - Ela veio sorrindo da mesma maneira horripilante, e, sem sobreaviso, agarrou Encantado e beijou-o com ímpeto. O garoto arregalou os olhos mas fechou-os um segundo depois - desmaiou.

Manuscrito por Cláudia às 5:40 PM + |

#Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006#


A injustiça é mesmo uma coisa abominável.

Se ao menos me tivessem destinado um lugar no céu por causa de um grave ferimento em uma luta ferrenha de ideologias, eu estaria satisfeito. Quem sabe, ou então, morrer como Cyrano de Rostand - espada em punho, lutando com meus velhos inimigos mentais, e depois tombar, louvando a minha pena branca, mas não! Por que eu, justamente eu, tive que morrer de tal modo? Tal modo tão... imbecil?

Até Brás Cubas teve uma morte interessante - no mínimo, ela foi útil literariamente. Gancho foi engolido por um jacaré - inveja! Quem me dera um jacaré tiquetaqueando atrás de mim, anos e anos, aguardando um erro, uma falha minha, ao som tenebroso de um despertador interno!

El Cid cavalgou morto num cavalo. Sócrates foi condenado de modo tão desonesto que até me reanima. Até um sabugo de milho - SABUGO DE MILHO - teve uma morte mais interessante que a minha, levado de longe por um pássaro Roca e flutuar no mar da escuridão total, da perda total. Um sabugo animado! Um sabugo!

Joana morreu na fogueira por saber demais. Sherlock também sabia demais - mas pelo menos, renasceu. Eu não sabia quase nada, talvez seja isso! Não sabia de nada e morri de maneira idiota. Palmas para mim.

Até ela, aquela que agora esqueço o nome, teve uma morte mais digna do que a minha. Qual seria mesmo o nome dela? Bem estranho, bem... ah, sim: Macabéa. A Macabéa morreu melhor do que eu... atropelada, ao menos. Por um carrão. Ainda por cima, cuspiu uma estrela. Ora só, que especial. Se eu cuspi alguma coisa em minha morte, foi um pedaço de carne do almoço - mal-passado, ainda por cima. Eu e o pedaço de carne. No fundo, ele foi o único que me consolou.

A formiga embaixo de mim morreu dignamente também: foi morta por algo gigantesco, que ela jamais compreenderia. Basicamente, seria o mesmo que morrer por causa de um meteoro surgido do nada. Ah, que interessante seria! Um Armagedon completo! Tudo o que sempre sonhei! O caos, água subindo, criança chorando, gente atordoada, flashes do desespero humano... ah, seria tão mais imponente!

Às vezes, eu queria ter crescido e enriquecido na época do Titanic, só pra sentir a sensação do naufrágio. Gente congelando. Ah. Maravilhoso. Camões ficaria orgulhoso - ou confuso.

Mas escorregar em uma página de livro, mais velha do que eu, enquanto organizava a estante do seu sebo, é demais. Nada poderia ser mais revoltante.

Bem, talvez eu tenha lido demais, também.

E o livro? Dom Quixote.

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Eu precisava falar, um tantinho que fosse, do Cyrano. Naturalmente, não vou falar só um tantinho não. É, eu vi o filme de novo, tremei!, e continuo fascinada. Pior - cada vez MAIS fascinada. Vai me dar a louca algum dia, e eu vou fazer algo a respeito do Edmond Rostand OU do José Ferrer, cuja atuação é de tremer o teto e arrepiar - você VÊ o Cyrano nele, você esquece atores, passagens, tudo. É impressionante, não sei se já vi algo parecido atualmente. Fantástico. Poeta. Irônico. Corajoso. E narigudo total.

Manuscrito por Cláudia às 10:02 PM + |

#Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006#


~ Macaco quer banana ~

Vontade de deitar em uma rede e ser esquecida completamente pelo tempo.
Vontade de sonhar e descobrir que estou acordada.
Vontade de descobrir, aliás, muito mais: que golfinho é peixe e eu ando pelo teto.
Vontade, vontade, vontade.

Areia é verde e peixe é azul
E no fim das contas o saldo é positivo.
Alice não morreu, é a Rainha de Copas.
E a dor na perna é coletiva.
As risadas também.

Vontade de ser incompreendida (é visível)
Vontade de ser esquecida (é plausível)
Vontade de sair cantarolando por aí (é possível)
Vontade, apenas, de ter vontade afinal. (é natural)

Quem roubou nossa coragem?
O portão enferrujado do colégio velho que me traz lembranças de trás.

Quero escrever uma música sem dor, sem pena
Sem sentimentalismos.
Quero uma musiquinha que alegre meu dia
E só.
E se for pra morrer de amor,
que seja na fogueira.

Vontade de ser desmascarada,
de desmascarar
E sair para o carnaval.
Mais leve e feliz.

E no fim das contas, o saldo é positivo.

- Entendeu alguma coisa?
- Bah, é só revolta dos macaquinhos no sótão.

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Por incrível que isso possa parecer, esse texto faz todo o sentido do mundo pra mim. Agora.

Manuscrito por Cláudia às 5:43 PM + |

#Segunda-feira, Novembro 21, 2005#


~ Terceiro Ponteiro ~

Lá se foi embora mais um dia
E eu aqui, matando calendários a grito.
Lá se foi embora mais uma noite
E a Lua só ouvindo meus lamentos risonhos.
Lá se foi mais uma frase
Lá se foi mais uma tarde
E eu aqui, sentada em palavras que por nada me acolhem.

Olho pro relógio.
Não sei rimar, mas sei ler as horas.
É tarde. Demais.
Opa, lá se foi mais um passado!
E eu aqui. Contando minutos para alguma coisa.

Cada palavra é um tormento, é tempo, é vento.
Cada segundo, um precioso encanto, é pranto, é brega.
E eu aqui, esperando algo.

Algo que nem sei, nem vou saber.
Espero alguém
que me deixou na estação de trem
até as primeiras horas da madrugada.

Faz-se tarde. Demais.
Espero o tempo, em suas barbas longas.
Espero o vento, em suas brisas longas.
E espero o nada, que nada, que não sei
E espero, apenas.

Manuscrito por Cláudia às 10:45 PM + |

#Segunda-feira, Outubro 24, 2005#


Acordei romântico hoje. Torto, amassado em fantasias.

Acordei ridículo hoje. No ponto para escrever cartas de amor, tão patéticas quanto eu.

Acordei encantado hoje. Não com um bem querer, mas com todo querer, e todo bem. E tudo que é belo, tudo que é grotesco também me fascina hoje. Tudo que é idéia, tudo que é sentimento, tudo o que é impossível, possivelmente, vive em mim. Acordei com um conto de fadas, sem fadas, sem letras. Um conto vivo, apenas. Respirando, apenas. Sentindo, totalmente. Sonhando sobretudo com os ouvidos e com as mãos. Sonhando com todas as minhas mãos, e todos os meus ouvidos, harmoniosamente desorganizados, captando tudo, sonhando tudo.

Hoje acordei sorrindo... e assim estou até agora.

Hoje acordei para ouvir Chico Buarque e ler Fernando Pessoa.

Quem me dera ser assim todo tempo.

*


E só.

Manuscrito por Cláudia às 9:00 PM + |

#Sexta-feira, Outubro 14, 2005#


Para Nana, que ainda persiste em procurar algo que preste nessa Gaveta ;D

Na falta de espontâneo, instantâneo
Na falta de métrica, réplica
Na falta de talento, monumento
Na falta de identidade, celebridade.

As máscaras multicores
Num bailado florido
Se encontram e se perdem
No piso lustroso do palco da televisão
Embaixo dos holofotes reveladores

Nada se copia, nega-se a referência do alterado
E transforma o nada em mais nada ainda
Nada se cria, mostra-se nos créditos
Em letras miúdas,
a "inspiração", a "referência"

Entre no palco, pé direito, no meio da merde,
a perna quebrada, assim espero,
faça seu bailado leve, ou diálogo pesado
esqueça o figurino no meio do caminho
tropece em palavras mas ria
agradeça os aplausos solitários
perca-se na personagem, arrisque-se a não se encontrar.
Tire da cara a folha em branco, pinte-a como quiser.
Verde vermelho amarelo azul preto
Solte-se. Envolva-se.
Então encontre-se, porém diferente.
Encontre-se diferente, porém leve.
Encontre-se leve, porém novo.
Encontre-se leve e nova.

Mil Pessoas.
Mil Pessoagens.
Mil personagens.
Mil vocês
Espelhados em ninguém
Cantando a mil vozes
Os hinos da identidade.

*****


Hm? Oh, sim. Eu vou fazer teatro ano que vem e ninguém vai me impedir.
Hm? Oh, sim, esse poema não tem título.
Hm? Oh, sim, falando em Nana, essa moça me fez um presente maravilhoso. Por favor, leiam =D:

*****


By Nana

Sou eu o dono do mundo
E de todas as coisas.
Sou eu a aurora
e as conchas do mar.
Sou eu a espada, a cruz
e o veneno.
Sou eu as trevas, o vento
e o chá.

Sou eu o construtor paciente,
arquiteto de nuvem e de mancha.
Sou eu a escada e a ruína,
A praça e a santa.

Sou eu

Sou eu o amargor da inveja
e a menina no quadro.
Sou eu o disseminador de discórdia
e o rubor do lábio.
Sou eu a baleia de ar
e a estrela de sal.

A ponte e o rio,
A estrada e o tronco,
A maré e o monstro,
Um beijo de mel.

É tudo, tudo.
Tudo sou eu.

Vazio.

*****


Manuscrito por Cláudia às 6:17 PM + |

#Domingo, Setembro 18, 2005#


Pseudo-crônica hoje ;D

~ Aula de Gramática

Digo eu que a palavra pode fazer mil imagens se contorcerem de raiva. Basta um dicionário para comprovar isso, amigos. Se imagens valessem tanto, o desenho deveria ser uma arte aprendida já no maternal, e o beabá seria fundamental apenas para aqueles que pretendem fazer isso da vida (lembre-se que estou me referindo ao maternal, ainda). Sem contar que a palavra tem tantos significados quanto a imagem. Basta um pouco de... imaginação. E dicionários. O que vier primeiro.

Se eu digo rainha, posso estar me tratando de uma peça de xadrez, de um cargo na nobreza, de um bom adjetivo para o namorado colocar no cartão de desculpas pela terceira briga daquele mês por causa do jogo de futebol. Se eu digo cachorro, pode ser tanto a resposta da namorada zangada, que pega o cartão e joga no lixo, quanto um bochechudo boxer na minha frente. Quando falo sonho, me refiro àquele doce maravilhoso na padaria, ou a todos os doces que vivem em minha cabeça. Salário? Significa comemoração ou frustração. Depende do seu ponto de vista. E da distância entre o seu bolso e o Natal. Aí é ponto de à vista.

Guitarra significa som. Som de mãe enlouquecida correndo pela casa, tentando desligar o amplificador, som de música, boa ou ruim. Som de revolta, seja com ou sem justa causa. Som de reclamação. E som de amor.

Amor também tem tantos sinônimos. Significa borboletas no estômago, bombom comprado, flor roubada, cabeça-de-vento, falta de tato, pés voando, Cubismo interno, dor de estômago, olhos parados, loucura, sanidade, reflexão, futuro, sonho (aí pode ser o de padaria também), teatro, cartas assumidamente ridículas, calor no frio, falta de assunto, excesso de olhares, poesia, sem pé nem cabeça, pombas e até pode substituir "miopia". Mas aí vai de cada um.

Parede. Para o Aurélio, quer dizer muro, barreira. Para mim, uma fase ruim. Vai passar.

Homem quer dizer variedade, guerra, paz, caminhos a esmo. Engraçado, atual tem os mesmos significados.

Tiro. Substantivo e verbo. Muito pesados. Procure evitar dispará-los por aí.

E afirmo que até mesmo você tem muitos significados. Mas deixa isso pra Freud.

Mas uma palavra danada mesmo é metáfora. Ela significa aquilo que ela representa, de algum jeito, mas sem ser exatamente aquilo, querendo dizer o que não é e é. Elefante é pesado e todo mundo sabe disso. Pode ser homem e rato ao mesmo tempo? Pode sim. Também pode cantar como um passarinho, e ser passarinho, levar notas até a estratosfera. Aquele namorado desesperado, lá de cima, já tá chamando a namorada de flor.

O mundo é um dicionário sem pé nem cabeça. Mas tem o coração no lugar. No lugar do cérebro, em alguns casos. Mas quem se importa, afinal?
Os sonhos são comestíveis.

*****


Obs: Template novo. Porque até eu tenho um limite de cara-de-pau xD

Manuscrito por Cláudia às 12:23 PM + |

#Terça-feira, Agosto 16, 2005#


Toda noite, a mesma voz soprava em seus ouvidos.

Era um tormento. Não podia andar, não conseguia pronunciar uma frase sequer, sem que a voz não o aconselhasse. "Vire, corra, torça, morda", e obedecia fielmente. Virava corria torcia e, sobretudo, mordia todos os enunciados do estranho som.

Porém, à noite, tudo piorava. A voz gritava, talvez pensando que ele dormia; ele enfiava a cabeça no travesseiro, mas a voz permanecia, tão alta quanto antes. Contava casos!, choramingava, discutia, fofocava a tal voz. E apesar de ser uma bonita voz, não a suportava. Principalmente por ser dolorosamente familiar.

No entanto, um dia calou-se o som atordoante. Naquele dia, o homem acordou surpreso, e permaneceu o resto do dia com um estranho sorriso no rosto. Será que tinha enlouquecido, porém, agora, "desenlouquecera"? Era são? Salvo? Chorou de alegria, abraçou o vizinho (que por sinal, ficou muito chocado), pulou de pijamas pelo prédio. Até o poodle da síndica comemorou. O são teve vontade de sapatear, mas deveria ter aprendido essa habilidade quando ainda era jovem - agora, o seu limite era tropeçar nos próprios pés. Mas não importava, afinal; estava livre! Abriu champanhe, bebeu a manhã toda. Chegou um trapo no trabalho; porém um trapo sorridente e são, trapo de roupa fina que perdera o uso depois de uma grande festa de gala.

Trabalhou como um condenado, porém um condenado extremamente feliz. Arrastou-se até a rua, mas cheio de dignidade e esperança! Quantas possibilidades novas! Sem mais a voz, sem mais obrigações! Ah, doce liberdade, que tilintava em seus ouvidos como uma nota musical especialmente longa! Esperou o farol com alegria, sorriu para os estranhos, sorriu para o motorista do grande ônibus laranja que o lançou nos ares, segundos depois, em um inevitável choque.

Nunca o asfalto da avenida pareceu-lhe tão sólido.

O impacto foi enorme; o estardalhaço, tão grande quanto, e a velocidade do ônibus em fuga, ainda maior. Estava sozinho no mundo. Os estranhos, morcegos, o observavam, curiosos, sedentos de sangue; mães tapavam os olhos das crianças aflitas. Uma mulher gritava. Talvez mais de uma. Porém só ouvia aquela voz, a outra, novamente.

-- Você voltou! -- Balbuciou o homem, com dificuldade, os dentes lavados de sangue, a visão turva.

-- Não... você que está chegando. -- Sussurrou a voz, que pareceu ainda mais amigável.

-- Quê?

-- AMBULÂNCIA, RÁPIDO!

-- Você...

-- O quê?

-- vai...

-- CHAMEM O POLICIAL! ALGUÉM ANOTOU A PLACA?

-- QUÊ?

A mulher, a dona da voz, surgiu. Era verde-azulada, com exceção dos cabelos, longos e negros, e vestimentas brancas. Bela e simples. Deu-lhe a mão. Ele negou. Viveria. Afastou-se.

-- Você é... -- Ele estava assombrado.

-- Vamos. Estão lhe esperando.

-- ESTÁ MORRENDO! ELE ESTÁ MORRENDO!

-- Afaste-se! -- A mulher encarou-o com raiva.

-- Vou livrá-lo! DÊ A MÃO!

-- NÃO!

-- O CORAÇÃO PAROU!

-- MINUTOS NÃO FARÃO DIFERENÇA! -- Agarrou-o pela gola da camisa.

-- LARGA!

Buzinas, faróis. Estava alheio a tudo. O som era fúnebre, de órgãos. Será que doariam seus órgãos? Será que saberiam quem ele era? Mas que escuridão, que frio, que desassossego...

Ele deu a mão. Não suportava tudo o mais.

Ela sorriu.

-- MORTO! MORTO!

Voaram, talvez. Ele se sentia estranho. Olhava para a Terra com saudades, mas não tantas. Todos lá embaixo, o encarando, alguns lamentando, outros rindo. Homens bebiam no bar em sua homenagem. Ele, o louco, o que ouvia vozes. Tudo acabado, agora sorriria.

Arco-íris depois da tarde chuvosa.

*****


Manuscrito por Cláudia às 6:42 PM + |